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Cursos on line

19.7.09

TEMOS O DIREITO DE NÃO TER DIREITOS?


“O que mata um jardim não é mesmo alguma ausência, nem o abandono... O que mata um jardim é esse olhar vazio de quem por eles passa indiferente”. (Mário Quintana).

Nesses últimos dias ando tendo um Seminário em minha Faculdade chamado “Os Desafios da Contemporaneidade”. Tal curso tem por objetivo lançar aos olhos dos futuros Assistentes Sociais, as mazelas que assolam nossa atual sociedade e as formas de combate das mesmas.

O curso de filosofia ministrado pelo professor Gleiton de Lima tem sido um caso a parte. Na ultima aula o mesmo levantou uma questão do “Direito de Não Ter Direito”. Explico! A Sociedade na época de chumbo no Brasil era mais responsável, pró-ativa e determinada, pois tentava terminar com a Ditadura imposta pelo regime militar. Eram pessoas atrás do direito de ter seus direitos. Direitos esses que nunca tinham provado de fato, já que a dita “liberdade Democrática” só aconteceu verdadeiramente após o Movimento das “Diretas Já”.

Nós, “sociedade democrática” de fato e direito vive o tempo do “Direito de Não Ter Direito”, ou seja, teoricamente vivemos no total gozo da “democracia”, porém, convém perguntar: - queremos e estamos exercendo essa democracia?

Temos consciência do que vêm a ser democracia? Teoricamente “democracia” é o poder que emana do povo para o povo. Vejamos: Temos educação, saúde e infra-estrutura básica como corrobora a art. 5º da C/F de 88?

Hoje, no horário de almoço assistindo a um programa local em um artigo lido pelo apresentador, estarreci para a possibilidade colocada no escrito de José Sarney ser novamente Presidente da República... Sim! Segundo o escrito, vêm se ventilando em Brasília da possibilidade de Lula renunciar ao cargo para entrar de cabeça na eleição de Dilma. Se o quadro de saúde de José Alencar continuar se agravando, o mesmo não poderia assumir; sendo assim, pela ordem hierárquica assumiria o Presidente da Câmara, todavia, ele seria o vice da Chefa da casa civil, então sobraria para quem à República? Sarney!
O que mais me estarreceu na informação não foi só a possibilidade de Sarney mesmo que por pouco tempo assumir a república, mas a satisfação nos olhos do “jornalista”, conterrâneo da velha raposa.

Infelizmente, essa possibilidade é real! (...). Só neste País, um político com as características de José Sarney consegue ser eleito por seus pares para Presidir e terceira principal casa representativa do País. O brasileiro tem o costume de responsabilizar apenas os políticos se eximindo da sua responsabilidade. Sim! Pois que os elege? Quem permite que tal palhaçada continue a ser vivenciada?

Dentro deste contexto encaixo a dinâmica promovida pelo professor de Filosofia. Hoje, grande parte das pessoas tem como resposta para os escândalos vividos atualmente por este país a máxima do “é assim mesmo”. Lula e o PT estão promovendo neste Brasil a “revolução dos Caras de Pau!”. Antigamente sabia-se que roubava, mas as coisas eram feitas por “debaixo do pano”, às escuras... Hoje é tudo escancarado e “pelo bem da nação” (afinal, sacrifícios têm de ser feitos).

E a população? O povo “heróico do brado retumbante” exerce o direito de não ter direito algum, afinal, não se pode mais nada! Vejam: - a mídia induz as pessoas que os fins sim justificam os meios e que aparência é tudo e já não vele ser o mero desconhecido (BBB, A Fazenda, etc). Assim, ilude e aliena as pessoas e como bem diz o Pensador, “a programação existe pra você não perceber que o programado é você”. Aliás, a Globo elegeu e destitui o Collor e avalizou Lula, com quem será que a mesma ficará? PSDB ou PT? Aliás, qual é a diferença entre essas duas agremiações políticas mesmo?

Os partidos políticos estão todos corrompidos, o sistema político é viciado, corrupto e carcomido. Com os seguidos escândalos, as pessoas de atitude e de ideais estão se afastando do quadro partidário. A população não está “nem aí pra política”. O judiciário advoga em nome dos poderosos, enfim... Que direito temos? Que possibilidades temos? O que queremos? O que adianta está entre os países emergentes se não há um população cidadã?

Essa “política do direito de não ter direito” é direito que assiste a qualquer pessoa. Porém, deixo aqui uma questão: temos do Direito de dá aos nossos filhos e neto um país sem perspectivas alguma, corrupto onde poucos têm direito a alguma coisa?!

4 Comentários:

Shisuii disse...

É complicado e ciclico esse problema da busca de direitos.

Por mais que se diga, nós não vivemos uma real democracia. Ainda existem pressões sutis em nossa sociedade, veladas, guiando mansamente nossos passos.

mas é mais fácil, ou convenceram a maioria de que tornou-se mais fácil simplesmente não olhar.

Abrazzz

Shisuii

Maria Souza disse...

Este tema é muito complexo para respondermos assim em poucas palavras, amigo que aproveito para mandar-te um beijo afetuoso pelo nosso Dia hoje.

Agora ao ler sobre a possibilidade do Sarney assumir a Presidência da República, me faz cair novamente em terra e tirar minhas conclusões do por quê o Lula não quer a saída de um corrupto no maior Poder que temos: Senado Federal.

Alianças... mais alianças ... já, adredemente estudadas para nos passar a perna com um tapinha nas costas de bons brasileiros.

Como sempre a gente não imagina que alguém possa conspirar tanto contra quem o elegeu (não eu, mas a maioria).

Como já afirmei aqui, o problema maior para se ter mudanças está nos partidos políticos que estão acima dos seus representantes. Estes sim, são o cabideiro da lama.

Beijos, Maria Souza - Porto Alegre - RS

Rogerio Novo disse...

Bem, o tema é realmente muito polêmico, mas não dá para concordar com a "entonação", o "título", ou seja lá como queiram chamar.
Não só NÃO DEVEMOS TER O DIREITO DE NÃO TER DIREITO, como TEMOS O DEVER (OBRIGAÇÃO) DE EXERCER NOSSO DIREITO!
A simples falácia de tal alegação já é, por si só, absurda!
O fato de termos tido uma educação política capenga, não justifica tal afirmação.
E como já estamos, há anos, ouvindo sempre as mesmas coisas sobre os representantes eleitos, não caberia perguntar se a culpa não é nossa? Por nos omitirmos quando deveríamos fazer valer os nossos direitos?
Ou será que servirmos de capacho não seria mais conveniente àqueles que tem interesse no exercício do poder?
Basta ouvir um pensador mal amado, uma notícia tendenciosa, uma opinião "fidedigna", para voltarmos sempre à essa mesma lenga-lenga de que a ditadura era mais séria! Pelamordedeus! Até quando vamos querer manter a venda nos olhos?
Será que não enxergam que é exatamente isso que querem os manipuladores do poder? Que fiquemos dóceis e obedientes a qualquer comando seus?

Ademais, caso ninguém tenha se dado ao trabalho de consultar um "livrinho" que dereria estar na cabeceira de qualquer um, ser, pelo menos, divulgado, desde o maternal, chamado Constituição da República Federativa do Brasil, está lá, previsto em seu art. 80, como se fará o exercício do executivo nos casos que cita:
"Art. 80. Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal."

E o art. 81, e seus parágrafos, determina como se dará ESSE "EXERCÍCIO":
"Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga.
§ 1º Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei.
§ 2º Em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar o período de seus antecessores."

Como se vê, límpido como água, o único que assume a presidência, EFETIVAMENTE, em caso de impossibilidade de o fazer o presidente eleito, É O VICE-PRESIDENTE!
Os demais, pela ordem expressamente elencada, só os SUBSTITUIRÃO até que ocorra nova eleição, 30 DIAS APÓS A VACÂNCIA DO CARGO DO VICE-PRESIDENTE!!!!!!!!!!!!!!!

Então, acho que se deveria pensar, antes de mais nada, em aprender os nossos direitos, EXERCENDO NOSSO DEVER DE TER DIREITOS, para não ficar dando ouvido a fofoqueiros de plantão!

Abraços,
Rogério Novo

Sissym disse...

Ler seu texto, complementado pelos comentários dos amigos, só tenho a lamentar que nosso futuro é sempre sombrio e que atravanca nosso crescimento quanto cidadãos.

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