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4.5.09

Madrugada e meia V3

Minha mãe era um pouco estranha, de tempos em tempos se trancava em teu quarto, passava dias sem olhar para luz do sol ou a cara das pessoas, nem Mesmo a minha e a do meu irmão mais novo.
A única ordem expressa da mamãe era que não poderíamos sair de casa, era somente na hora de ir e voltar da escola que víamos a cara da rua, até que começou a beber, as vezes um minuto fora da hora valia algumas palmadas e gritos, nós nunca sabíamos ao certo quando ela estava em casa, não adiantava bater na porta do quarto. Nós por isso acabávamos presos dentro de casa o dia inteiro assistindo televisão, brincando em silêncio para não incomodar ela por que isso também rendia gritos e pancadas.
Um belo certo dia ao voltar da escola encontramos a porta trancada, chamamos por horas e nada da minha mãe sair, o Guto era novo de mais e estava com fome, por sorte roubará da carteira de minha mãe alguns trocados, era para comprar figurinha mas decidi salvar meu pequeno irmão da fome, mas nem quando voltamos a porta se abriu e foi assim por longos 4 dias, então os policiais chamados pelos vizinhos arrombaram a porta e nossa mãe estava morta, ela tomou por acidente soda cáustica e não conseguiu chamar por socorro.
Então minha infância foi em abrigos para bastardos, no primeiro que entrei com o Guto, por ser muito novo ele chorava e isso acabou incomodando alguns dos meninos, sabe aqueles que querem bater em todo mundo? Mas na primeira vez eu deixei, na segunda eles mexeram com o Guto e comigo e na terceira eu dei meu primeiro soco, mas também tomei meu primeiro soco na cara, aquilo me rendeu o nariz e o jorro de sangue acabou por chamar atenção dos monitores que nos castigaram todos, por causa desse episódio me tornei um garoto popular entre as outras crianças e por isso conheci o Jhonny, o nome dele é João Otávio Pinto e na adolescência adotou o apelido de Jhonny .Fizemos uma amizade que durou apenas alguns meses, pois fomos expulsos graça as artes que aprontávamos os três.
Guto era o mais novo e tinha muito medo das coisas, Jhonny sempre foi desencanado com tudo e eu o agitador mirim, gostava de tudo que dava prazer, desde menino fui assanhado o que me rendeu a expulsão deste orfanato separando para sempre aquele trio.
Os anos foram passando até que fomos adotados eu devia ter meus 16 anos e tinha uma predisposição imensa a vida noturna e na primeira oportunidade de sair para a noitada conheci uma garota que me deu meu primeiro disco do Sex Pistols o nome dela era Jéssica e como era linda aquela menina, desde dia em diante não dormia a noite em casa passava 3,4 dias fora e raramente não chegava embriagado, Guto que era mais tímido adorava houvir minhas aventuras.
Por causa do seu aniversário o levei comigo a uma festa que acabou em uma tremenda briga, garrafas voando e eu para variar caindo de bêbado, a briga veio para cima de mim e do Guto e infelizmente o Guto tomou uma garrafada na cabeça e acabamos indo parar no hospital ele com traumatismo craniano e eu em coma alcoólico.
Quando acordei e vi o saco de glicose pendurado, escutei um casal conversando sobre uma festa que realmente havia sido boa, olhei para o lado e a garota que estava em pé era a Jéssica e inacreditavelmente o cara deixado ali, também tomando glicose era o Jhonny. Fui quase caindo e me aproximei, mas ao chegar perto tropecei em uma cama que havia no caminho e cai de boca no chão, bem nos pés daquela garota, obviamente ambos gargalhavam enquanto a Jéssica me ajudava a se levantar.
Nós conversamos bastante, até que em um determinado momento um médico entrou e me falou que meu irmão ainda estava em coma. Ele precisava do telefone de nossos pais, então um choque de realidade bateu em mim e em meio ao desespero pela culpa de ter causado mal ao meu irmão e o peso que me causava dei-lhes o telefone da residência de nossos pais adotivos.
Guto passou alguns dias em coma e quando acordou não se lembrava de nada que tinha acontecido antes, não lembrava até que eu era seu irmão!
Resolvi aquele era o momento de largar tudo e seguir minha vida, fugi de casa e acabei vivendo pelos bares, pelos cantos, entre ruas daquela cidade, então no meio de uma das minhas andanças pelo centro da cidade encontro novamente o Jhonny ele estava bebendo algumas cervejas e me chamou para beber algumas doses, depois de um tempo fomos morar em uma colônia instalada em um prédio abandonado, ele se tornará viciado em drogas e também estava sem residência e juntos como irmãos, vivemos durante dois anos.
Todos os dias furtando mercados e bebendo até cair, até que em um show de uma banda que cantava Sex Pilstols eu reencontro Jéssica, ela era conhecida agora por Viúva Negra, nisso me contou que casou com um velho e na lua de mel o velho morreu na cama de ataque cardíaco e por isso era chamada assim.
Começamos a morar vuntos e ela me ensinou tudo sobre as noites da cidade, viviamos no undergrond e acabamos nos tornando um casal bem feliz, apesar das brigas, que chegavam a troca de socos e pontapés, ela batia mais forte e eu sempre estava bêbado e com isso fomos vivendo.
Até que um dia em um barzinho na Zona Norte após ter vomitado até as tripas começamos a discutir feio, chegamos a agressão física e aquilo me fez querer embora, ela me seguiu aos berros por um longo caminho até que parei.
Num impulso descontrolado puxei da cintura uma faca que carregava comigo para casos de emergência, eu estava muito bêbado e estimulado pela cocaína não tinha noção das coisas que estavam acontecendo.
Ela me desarmou e me deu uma facada na face sem querer e neste momento como por ironia do destino, após ela fugir acabei sendo salvo pelo Guto e sua turma, mas depois do acidente se tornou uma pessoa muito diferente, ele estava mais violento, havia formado uma gang e saia pelas ruas entre confusões e arruaças, eu não sabia quantas seqüelas havia deixado aquele epsódio.
Ele não me conhecia mais, devido a sua perda de memória e ao esticar a mão e perguntar se estava tudo bem eu o reconheci e desmaiei, ao acordar eles estavam me carregando para um pronto socorro, e o Guto virou-se para mim e disse:
- Pô, cara você perdeu bastante sangue, sua sorte que te encontramos hein!
Eu só fiz um sinal com a cabeça e tentei me erguer sozinho, eles haviam improvisado uma atadura para meu rosto com uma camiseta, deixando apenas uma parte da boca de fora e os olhos. Eu me recompus rápido e segui com eles até o pronto socorro, no caminho cheguei ao meu irmão e falei:
- Você é o Guto? Filho do seu José e da dona Gumercinda?
- Sou cara, mas para você conhecer meus pais deve ser policial ou inimigo.
Ele puxou uma buterfly a rodopiando entre os dedos, jogou ela pra cima e quando a pegou aberta e com a ponta já bem próxima do meu pescoço e disse depois de uma gargalhada:
- Meu Irmão, vai falando antes que não tenha mais língua, já ouviu falar em gravata colombiana?
- Espera, calma sou teu irmão, não se lembra? Aquele acidente foi culpa minha ou é mentira que deve um traumatismo craniano e passou um tempo no hospital?
- Eu sou filho único e você já sabe de mais da minha vida, vai começando a rezar! Galera vamos primeiro dar um pau neste aqui e depois desovamos ele em algum canto.
Foi neste momento que levantei-me com uma coragem que não sei de onde veio e olhei no fundo dos teus olhos e contei-lhe de como nossa mãe tinha morrido.
Os olhos dele encheram de lágrimas e num surto psicótico ele mandou que todos se afastassem, me deu um abraço e disse:
- Essa é a única coisa do meu passado que lembro, vou acreditar que é meu irmão, mas se mentir para mim, não será só o seu rosto que ficara marcado a faca, não me lembro de ter irmão, mas meus pais sempre me contaram do acidente e ninguém conhece esta história.
Chegando no hospital depois de costurar minha face a enfermeira disse que os rapazes que chegaram comigo deixaram um pedaço de papel e pediram para me entregar.
Estava escrito:


Se o que me disse é verdade, te defendo com minha vida, se o que diz for
mentira, tua vida e de todos os seus serão castigadas!Enquanto isso não nos
procure, deixe que nós te encontramos.


Marginais Sociopatas
A mais temida!

Ao sair do hospital encontrei a Jéssica, em prantos com uma saudade que nunca havia visto nela, e fomos para a casa que estávamos ocupando.
Naquela semana eu acabei morto, mas havia e marcado a vida de todos os que foram importantes para mim.

PS: O Conto ainda terá mais um capitulo, aguardem.

3 Comentários:

Valéria de Oliveira disse...

Isto é um conto? Não é real cara?

Bom, vc foi criativo

Gostei....

Bj

Saga City disse...

isto é um conto? Não é real cara?
é real e irreal , é uma obra prima da Virus um novo estilo de conto no qual eu estou prosseguindo também.

Breve novidades

Era Virus

Anônimo disse...

grnde atila obrigado mais uma vez pelo conto e ele já esta na integra? eu perdi o link do site portuga me passa depois

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