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Cursos on line

21.5.09

Mariana Platero vem mostrando ao que veio!

Hoje que recebi hoje por email, da Yaya do blog:" Mente Ariana " uma mensagem que gostaria de dividir com vocês:


"Nossa querida cantora, Mariana Platero, agora está agora está na rede mundial.

Explico: ela participou do programa líder de audiência “Domingão do Faustão” da Rede Globo, no quadro “Garagem do Faustão”.

Agora contamos com a ajuda de todos os que puderem e quiserem, no sentido de entrar no site do referido programa, localizar o quadro, pesquisar pelo vídeo da Mariana Platero e dar seu voto, dar seu voto, criando, assim, um volume grande de visualizações ao vídeo, o que poderá levar a produção do programa a repetir a exposição e até levá-la para cantar ao vivo. Isso será certamente uma grande vitória.

Copie ou clique nesse link para abrir a página do programa, sem precisar ficar navegando ou pesquisando: http://domingaodofaustao.globo.com/Domingao/Garagemdofaustao/0,,16989-p-V1017802,00.html

Os que gostarem muito podem deixar seus depoimentos ou comentários no blog, no link http://tvglobo.domingaodofaustao.globo.com/garagemdofaustao/a-primeira-dupla-selecionada-no-concurso-garagem-do-faustao/#comments

Em razão disso pedimos que você junte-se a essa corrente, votando no site e ajudando a nossa talentosa artista a se consagrar.

Aproveito para divulgar o show que ela fará em São Paulo, numa das casas mais tradicionais da cidade, integrante da rede Biroska, o famoso Bar do Nelson (Gonçalves), da não menos famosa empresária Lilian Gonçalves, que se realizará sob sua direção no dia 07 de julho.

O Bar do Nelson fica na rua Canuto do Val, 83, Santa Cecília.
Futuramente divulgaremos mais detalhes desse evento e abriremos venda de convites.

Será um prazer nos encontrarmos por lá.
Yaya"

Vamos lá façam como eu, votem e indiquem esta cantora que esta dando o que falar nas noites de São Paulo.
Um abraço a todos
Atila City
Pensamentos Urbanos

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13.5.09

Madrugada e meia V4

Desde cedo meus olhos verdes me rendem belos elogios, minha mãe era muito pobre e meu pai nem cheguei a conhecer. Com 12 anos ela me deixou aos cuidados de Madame Beatriz, uma senhora que ia todos os anos em nossa cidadezinha e sempre que vinha comprava alguma propriedade, haviam muitos rumores ela era muito rica, então sem muitas esperanças de futuro minha mãe resolveu deixar-me aos cuidados dela, acreditando assim garantir um futuro para mim.
Madame Beatriz me levou para sua casa, que era enorme, linda, haviam vários quartos e tinha muitas meninas por lá, era uma manha de sábado linda, essa casa ficava na Serra entre Santos e São Paulo bem no meio do mato, seu único acesso era pela Via Anchieta, depois eram estradas de terra batida Serra adentro.
Nos primeiros dias fui tratada como uma princesa, todas as meninas que moravam ali foram amáveis comigo, menos Isabel que ao me ver encarou-me fundo aos olhos e exclamou que meus olhos seriam minha própria maldição, meu corpo ia ser tragado num gole só na primeira noite, eu para ela era fraca. Mas não entendi o motivo de tanta raiva, afinal, havia acabado de chegar naquela pousada, as meninas disseram que ela era assim mesmo, e que estava somente com ciúmes por deixar de ser a mais nova, a xodó da Dona Beatriz.
Passaram 3 dias de princesa para ter a pior noite de toda minha vida, neste dia logo pela manha o clima de euforia em algumas garotas e o olhar triste de outras anunciará desde cedo que seria a famosa: “Chegada dos Bacanas”. A noite todas nós se arrumamos, perfumamos e eu na minha ilusão de que seria uma simples festa.
Eu não sabia que aquela seria a noite de minha iniciação, não sabia também que aquilo era um prostíbulo e eu era a mais nova aquisição da Madame Beatriz.
Eu fui vendida a um velho gordo, que fedia a estrume, ele tentou me beijar e por varias vezes neguei, então Madame Beatriz chamou-me de canto deu-me um tapa no rosto e disse:
- Agora minha filha agrade aquele homem, faça tudo que quiser se quiser comer daqui por diante, não será só ele então rápido , enxugue as lágrimas deste rosto e faça o que eu mandei!
Mal havia sentado novamente do lado daquele gordo nojento e ele me pegou pelo braço, me puxando com força, enquanto soltava gargalhadas e dizia:
- Vamos garota eu não tenho a noite toda, hahaha, vou te domar é hoje!Ele me levou para o quarto me jogando na cama assim que entramos, ele tirou a camisa e gritou, para eu tirar minha roupa, eu estava com muito medo e chorava muito enquanto ia despindo-me até que, sem paciência aquele porco começou a me bater, enquanto estava em cima de mim, dizia varias coisas obscenas, então levei minha cabeça aos tempos em que vivi com minha mãe para confortar-me diante aquele horror.
Passei neste lugar por quatro longos anos, aprendi tudo o que não presta e o que não deve ser feito, até que um dia um dos meus clientes, um senhor peculiar me pediu em casamento para Madame Beatriz e ela aceitou.
Este cliente se chamava Jonas, e tinha 89 anos ele toda semana estava na Casa de Madame Beatriz e era o único que freqüentava aquele lugar para não fazer sexo ou usar drogas, ele era viúvo e muito solitário então ia até lá por causa da animação da casa. O conheci no primeiro ano e então nos tornamos amigos, ele pagava para que durante toda a madrugada apenas conversássemos.
Naquela noite fomos para São Paulo, ele morava sozinho em uma casa no jardim paulista, mas me deixou em um hotel dizendo que iria preparar o casamento, eu não acreditei de inicio tinha uma sensação de que iria acabar em pesadelo este sonho, mas ele em dois dias havia preparado tudo e eu estava subindo num altar com ele, eu pude casar porque a madame Beatriz, para me trazer para São Paulo falsificou meus documentos, tudo correu bem, o salão da festa, tudo tão maravilhoso.
Durante esta festa Isabel chegou e perguntou se naquela noite eu faria sexo com meu príncipe encantado, dando-me dois Viagras de forma sigilosa, eu então os coloquei na alça do vestido e retribui com um sorriso safado, afinal seria uma boa forma de agradecer aquele homem que me livrará de Isabel e de todo aquele inferno.
Meu doce engano, eu coloquei um comprimido na taça de champanhe do Jonas e depois de uma festa super animada, fomos embora e quando chegamos no quarto, o comprido começou a fazer efeito, ele estava todo animado, sinceramente nunca havia feito sexo daquela forma tão gostosa, a sutileza do amor que deu liberdade ao fogo e na madrugada um gozo intenso, na manha seguinte ele estava morto. Um ataque cardíaco durante o sono fez com que ele me deixa-se viúva, com apenas 16 anos e eu sem saber o que fazer chamei a policia.
Os policiais descobriram que eu estava com documentos falsos e o comprimido de Viagra que ainda estava em meu vestido, me chamaram de aproveitadora, falavam a todos instantes: - Viúva Negra, sua Viúva Negra. - Eles me levaram para a FEBEM por falsidade ideológica e tentativa de homicídio, mas graças ao advogado do estado, que freqüentava os salão da Beatriz fui solta por um Habeas Corpus.
Durante os primeiros três dias ofereci meu corpo por dinheiro, e no quarto dia já havia garantido um mês de aluguel de uma casa pequena, sai para procurar emprego e consegui um em um bar como atendente, tocava umas musicas estranhas e as pessoas era esquisitas, mas gostei do lugar.
Eu aluguei uma casa nos fundos desse bar, então com o tempo eu me tornei conhecida no bar, todos os garotos queriam ficar comigo, alguns eu confesso que adorei ter em minha cama, outros nem tanto. Durante meu expediente comecei a locar minha cama para alguns casais, gerando assim uma renda que dava para me manter, um dia durante o trabalho atendendo aos bêbados estranhos que freqüentavam aquele bar fui cantada por um moreno alto, que falava baixinho, tomava doses de tequila como se fosse água.
Conversamos bastante, até que terminou meu expediente, saímos dali e fomos a um outro barzinho, o qual pude compartilhar de algumas doses, ele falava sobre vários assuntos, mas meu interesse era em sua boca, mas como num passe de mágica o cara apagou, caiu desmaiado em cima da mesa e eu tentei reanimá-lo, mas sem sucesso então liguei de um orelhão para uma ambulânica vir retira-lo.
Chegando no hospital ele foi encaminhado para uma sala com varias macas e apenas um rapaz no canto tomando soro que estava dormindo, logo ele acordou e continuamos a conversar, parecia que não havia acontecido nada com ele, mas devido a minha precaução ele não entrará em coma alcoólico. Em um determinado momento o rapaz ao fundo levantou-se e foi se aproximando, e quando chegou perto caiu no chão, então eu com a ajuda do Jhonny colocamos ele na maca ao lado.
Pouco depois Jhonny caiu mais uma vez em sono profundo, sendo que neste momento resolvi ir para casa, deixei meu endereço anotado junto a sua carteira e sai do hospital.
Por ter sido acusada de roubo tive que sair daquele emprego e por conseqüência de minha casa, acabei passando dias em pensões e hotéis, até que encontrei com Izabel na rua, eu estava indo ao mercado comprar uma garrafa de vodka para aliviar o stress e a encontrei caminhando pela rua desnorteada e perdida.
Conversamos um pouco e ela me contou que havia fugido da casa da Madame Beatriz e estava morando em uma casa na zona norte, ela não iria conseguir pagar o mês de aluguel e estava em desespero.
Como se, por obra do destino decidir morar com ela, eu tinha uma grana guardada e não estava gostando de pular de canto em canto para dormir, foi daí que nasceu uma amizade forte com ela, nos tornamos irmãs! Sempre saiamos para bares e festas, bebíamos juntas e aquilo realmente era muito divertido.
Um amigo de Izabel no convidou para ir a uma festa, nesta festa haveria uma banda que iria tocar Sex Pistols que eu adorava, me arrumei inteira para aquela festa, estava inteiramente montada, pronta para uma noite de diversão. Na ultima hora Izabel desistiu de ir, mas fui mesmo assim. O palco era imenso e o show estava lotado, era em um galpão que não tinha luz, todos estavam muito bêbados e foi no meio destes bêbados que encontrei o homem que mudaria minha vida.
Aquele era tipo misterioso, mas era familiar ele chegou em mim, me chamando pelo nome e não como todos de Viúva Negra o que me fez dar-lhe mais atenção do que devia, eu estava bêbada e só por ele saber meu nome já ganhou caricias maliciosas e beijos no canto da boca, ele era bom de papo e conforme a conversa se fez, indo show afora ele me disse que era o cara do hospital e que naquele dia havia bebido todas.
Desta vez eu estava muito bêbada, e confesso que ele me agradou desde o primeiro momento então dentro daquele galpão lotado de gente nos fizemos o amor mais selvagem que conheci em minha vida, claramente não deixei que aquele escapasse, eu tinha comigo a necessidade de ter alguém do lado, ainda mais alguém que era uma maquina de proporcionar prazer!
Vivemos bem por alguns meses, até que ele começou a ter medo que eu o mata-se, todo o dia brigava muito comigo, resultando em marcas roxas em ambos, uma vez ele me deixou com os dois olhos roxos depois que quebrei uma garrafa de absinto em sua cabeça.
Em uma outra que no meio de um barzinho, ele se enfia no banheiro com duas piranhas atrevidas, que viviam dando em cima dele, não pensei duas vezes descendo a lenha naquele infeliz traidor! Ele me deu um tapa na cara e saiu como sempre fazia em nossas brigas, sabe, virava de costas e saia andando sem falar uma palavra, depois de horas voltava, mas daquela vez foi estranho ele me olhou com lágrimas nos olhos, então senti que não mais o veria, mas devido ao nervosismo estava estática, sem reação olhava ele se afastando, nisso um aperto no coração e um nó na garganta me fez desmoronar em choro e ir atrás dele, ele por mais estranho que fosse, por mais paranóico que se mostra-se era um amor de pessoa, me realizava e eu não podia perde-lo assim.
Eu o segui por algumas quadras até que ele parou, do nada ele puxou uma faca para mim, e começou a gritar: - Sai de perto de mim, eu não quero morrer na sua mão! – eu fui me aproximando de vagar, via claramente que ele não estava normal e então ele veio tentar desferir uma facada em minha barriga, sendo que eu apenas afastei para o lado e ele caiu no chão, nisso abaixei para retirar a faca de sua mão antes que ele se machuca-se, mas infelizmente por ele se debater demais acabei o ferindo na face, aquele sangue jorrava de teu rosto o que me causou um medo incontrolável, nisso escutei um barulho estranho e com medo de ser a policia eu corri, desesperadamente corri sem destino sem olhar para trás.
Cheguei depois de algumas horas no barzinho onde estávamos, com a mão ainda molhada de sangue, tranquei-me no banheiro para higiene e sai tentando disfarçar que nada ocorrera entre eu e meu namorado. Logo chegou a noticia no bar, uma gang havia lhe esfaqueado e ele estava em um hospital próximo então fui até lá e depois de algum tempo levando pontos na cara eu o levei para casa.
Nós morávamos em uma casa invadida, sem nenhum móvel, apenas uma cama de casal e era aquilo que nós tínhamos, ele além de beber usava muitas drogas e eu acabei pegando o mesmo gosto e naquela semana que passou nos internamos a álcool e drogas, eu não sai de casa, afinal era ele que buscava tudo. Depois de seis dias vivendo a base da loucura ele saiu em busca de mais cocaína mas quando voltou estava com uma arma, era daquelas com o tamborzinho aparente, calibre 38, ele parecia uma criança feliz, chegou e disse, pronto agora eu começo a roubar e saímos dessa dureza, veja quantas balas eu trouxe?
Eu como nunca havia pego em uma arma, quis ver como era sentir ela na mão, o peso e o poder que ela passa, e assim ele me entregou, abri o tambor de maneira atrapalhada e fui retirando bala por bala, deixando apenas restar uma única, para fechar girei o tambor e segurei firmemente em direção a ele, o gatinho estava encaixado perfeitamente em meu dedo indicador então: “Click” apertei o gatilho por acidente, na hora pensei tê-lo matado e o susto fez com ele arranca-se de minha mão a arma.
Neste momento ele apontou para minha cabeça e disse:
- Você gosta de fazer roleta russa? Vamos ver se gosta de fazer ela com a mira na sua cabeça? “Click, Click”
O suspiro foi inevitável aos dois sons da falha da arma e o desmaio se tornou inevitável, ao acordar ele estava morto ao meu lado havia levado um tiro na cabeça, mas na parte de trás suspendendo o suicídio como hipótese de morte.
A imagem dele caído ao meu lado, ainda com os olhos abertos me olhando, não sai da minha cabeça, a tristeza por dois amores mortos invadem minha alma me fazendo se isolar mais uma vez do mundo. Mas devido a televisão que fez do caso a noticia da semana ainda mais pesava a dor que eu sentia.
E graças a veiculação da noticia Beatriz novamente me procurou, dessa vez dizendo que pagaria as contas comigo, que ele quando precisou de alguém fui eu quem ajudou então ela devia me ajudar naquele momento.
Aquela semana foi horrível, não queria sair da cama, chorava o tempo todo, duvidei até que um dia seria feliz, mas chegado o final de semana, Beatriz me convenceu que deveríamos sair para jogar bilhar, não vi problemas, afinal, nada de mal poderia acontecer por uma partida, então nos dirigimos a um bar na rua de cima da casa onde Beatriz morava.
O jogo até que foi tranqüilo, até que dois caras me seguraram pelos braços me deitando em cima da mesa, pensei na hora que se tratava de estupro então comecei a me debater, a chutar e a gritar, nisso levanta o Jhonny e começou a socar os caras que me seguravam, eu em desespero peguei uma garrafa que estava em cima da mesa e a quebrei na cabeça de um dos dois, depois dele ter dado um soco no Jhonny e com os cacos desfiei a barriga do outro que vinha com um pedaço de pau. A confusão se fez inveitável, garrafas voando, cadeiras quebradas, gritaria e o sangue nas minhas mão novamente. Uma faca que caíra das mãos de um cara acabou sendo enterrada no corpo de um de meus agressores.
Eu não conseguia tirar os olhos do Jhonny, que a tanto não o via e como ele estava forte e bonito, então a policia chegou, claro que de todas as pessoas só ficaram eu e ele.
Dentro da viatura depois de ter sido jogado desacordado acabei colocando o Jhonny em meu colo, fazia caricias como se faz em uma criança, ele ficou aconchegado até que acordou.
Pouco depois trancafiados em uma cela suja na delegacia, momento em percebi que Jhonny não me reconhecia, me perguntando o que havia acontecido, já em desespero e em seu desespero me acusou de ser uma assassina e eu o acalmei selando tuas lástimas com um beijo, beijo este que logo se tornou um incêndio, apagado com a figura de um policial que veio nos libertar.
Saímos da delegacias, de braços dados e Jhonny todo animado dizendo que nunca tinha encontrado uma garota como eu, queria logo sair daquele chiqueiro para ir a um lugar mais tranqüilo, onde poderíamos continuar o que começamos na cela, claro que a idéia era bem vinda, já que desde a primeira vez que o encontrei havia ficado algo faltando.
E algumas ruas adiante, novamente aqueles caras, eram muitos e de alguma forma queriam minha morte, não entendia porque, não sabia o que tinha feito para eles, então Jhonny segurou forte em minha mão e a soltou, olhou no fundo dos meus olhos e murmurou: - confie em mim.
Ele se virou para o grupo e me colocou com um troféu para a briga que estava prestes a começar, então do outro lado, junto com todos aqueles marmanjos, um magrelo de cabelo laranja e que era o único que falava puxou do bolso uma faca, seria a mesma faca abrigada no corpo do cara no bar?

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11.5.09

O mundo se esqueceu da Nona?




Estava caminhando, desviando das pessoas em busca de uma loja de informatica como de costume me foquei na rua pretendida Sta. Efigênia e desparei passos a frente, sai da Sé e peguei a rua 15 de novembro, notei que aumentou o numero de artistas de rua, havia um grupo religioso com roupas que lembra muito os filmes épicos, na era cristã. Um deles falava em espanhol e dizia algo como que aquela era a unica religião permitida a falar de um determinado assunto, mais uns passos e um pastor vem gritando em minha direção, senti vontade de gritar com ele, mas estava com pressa, continuei desviando das pessoas com sacolas de compras, dos boy's e motoboys que corriam para algum banco ou cartório, vim um cara ensinando matemática! Cara como pensei em perder alguns minutinhos para ver se entendia algo, mas não segui fiel ao meu destino, lá na frente ja avistava a rua São Bento quando no meio da confusão de pessoas paradas em frente a um prédio comercial um sonzinho agudo melodioso começou a invadir meus ouvidos, a musica vinha de um violino e seu violinista pouco a frente, estava tocando vivald ou algo similar, mal pude prestar atenção porque uma viatura apressada estava com a sirene ligada e queria passar exatamente pelo caminho que escolhi e devido a proximidade com o lado da rua acabei indo pelo outro lado (contrario ao violinista), chegando na rua São Bento havistei a galeria e entrei indo em direção a loja de informatica, comprei o cd que precisava para a instalação de um programa e fui ao caminho contrario.
Não imaginei que encontraria o rapaz do violino novamente, mas mesmo assim separei alguns trocados e pensei vou pedir para o cara tocar a NONA Symphony do bethoven, ela ilustra melhor o centro do que vivald!
Porém, não lembrava ao certo em que ponto da 15 de novembro ele estava tocando, então fui caminhando atento aos sons provenientes do caos, primeiro quarteirão e nada, então acendi um cigarro, a primeira tragada e ja conseguia em minha mente escutar as primeiras notas da simfonia, mais alguns passos e um rapaz me pediu um cigarro, que eu gentilmente cedi e para minha alegria logo atras do rapaz o violinista, acho que estava fazendo uma pausa, fui em sua direção joguei as moedas na caixa do violino e disse: Manda a Nona! Toca a Nona.
ELe fez uma expressão de surpresa, deu um sorriso e disse: - A nona, do bethoven? Cara quantos anos você tem?
- 25, toca a nona, eu acho que ela combina perfeitamente com o caos que é essa cidade, mas porque a pergunta?
- Você foi o primeiro da sua idade a me pedir musica do genero, ja vi gente passar com as mãos no ouvido, mas para você...
Então ao som das primeiras notas os pelos do meu braço começaram a levantar-se, nisso, mais uma tragada no cigarro então calmamente segui, agora sem pressa a passos calmos ouvindo a sinfonia mais perfeita que conheço, segui até a Sé até onde não mais escutei a melodia, sai feito a fumaça do meu cigarro, tragada e arremedita ao ambiênte mas feliz por ser parte do todo e ter contribuido com algo que caiu como uma luva!
O Conto "Madrugada e meia" esta na reta final, mas vu gerar um enquete, e com o resultado teremos a definição do Conto.
Obrigado a você que veio até os Pensamentos Urbanos, obrigado a todos os que sempre visitam e deixam suas marcas e comentários, ainda esta velendo a Promoção Só para as meninas, e devido a baixa de textos o Tema agora é "Mulher" simples né? o que é ser mulher para você?

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10.5.09

VOTO NULO

E mais uma vez eu pergunto, o que é o “povo brasileiro”? Um povo “heróico do brado retumbante”? Tá mais fácil sermos um bando de babacas, influenciáveis e sem qualquer tipo de compromisso, não com o País, mas conosco.

Isso ficou bem evidenciado nesta semana que passou, quando mais um de nossos “amados políticos” afirmou está “se lixando para a opinião pública”. No plenário, tentou se justificar, mas como diz o velho deitado, “a emenda saiu pior que o soneto”.

Acredite, o mesmo tem razão! Quem é que elege esse bando de corruptos? Quem é que se vende por causa de Bolsa Miséria, R$ 100,00, telhas velhas ou madeira podre? O atual momento do brasileiro é um do mais horrível. De certo e efetivamente que gozamos da democracia. Durante muito tempo, acordos políticos e golpes nortearam a vida do Brasil.

Hoje, num tempo pseu-democrático grande parte das pessoas “estão nem aí para política”. Em épocas de O Arroto MYBLOG escrevi um texto em que afirmava que só um golpe para pôr o Brasil nos eixos. Tal iniciativa teria de ser dada por um civil, a fim de arrumar as coisas. Sei que parece ser utópico, mas só sendo assim.

As ditas “instituições” estão inoperantes! Judiciário lento, precisando de um novo gás e sendo presidido por um senhor que advoga para os poderosos. Legislativo e Executivo mergulhados em corrupção, inoperância administrativa, fazendo do erário público cada vez mais privado.

Todavia, em tempos de crise é que devemos fazer um esforço e enxergar “uma luz no fim do túnel”. O ano que vem é ano político, e as armações e conchavos já estão sendo feitos. A doença da presidenciável Dilma já está sendo usada para fins políticos. PSDB acessa para uma conciliação dos dois presidenciáveis. PMDB já está gritando, “quem paga mais”; e nós estamos no meio. A questão é, o que você vai fazer?

Após o escândalo do Mensalão (ainda lembra o que foi isso?), foi lançada uma campanha pelo voto nulo. Segundo as leis eleitorais, se numa eleição tiver 50% + 1 de votos nulos, o certame é cancelado.

Tal atitude é uma saída bastante interessante (pelo menos para mim!). Seria uma forma bem interessante de protesto e de rever as coisas. Imaginem a eleição presidencial ser cancelada por voto nulo. Seria uma forma bem interessante de mostrar a esses corruptos que não estamos satisfeitos, e queremos uma reforma ampla.

Já foi cogitada uma “mine-reforma”, introduzindo a voto em lista. Isso seria o maior golpe contra o resto de direitos que temos. Imagine a lista de candidatos do PMDB? Estariam em primeiros na lista a patotinha, corrupta e imoral. O voto em lista acaba com o resto de possibilidade de mudança no atual quadro político e perpetuaria uma linha de corruptos que acabaria com tudo.

Por isso, estou pregando O VOTO NULO com a única e real alternativa de tentar mudar esse quadro de lama e imoralidade que se encontra essa pseudo-república. E você, vai aderir a essa idéia?
EXTRA:

E aí, você já votou no Contestação na eleição do Top Blog ? Ainda não? O que tá faltando para votar? Não conhece o concurso do Top Blog? CLICK AQUI e saiba mais. Para votar, click no selo do TOP BLOG que se encontra na secção HONRARIAS. Vote hoje, amanhã, depois de amanhã... Enfim, vote todos os dias e faça esse blogueiro feliz. Desde já agradeço seu voto!

Achei uma pérola blogueira, O Euclides. Vai lá e leia-o, tenho certeza que irão gostar de seus escritos.

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7.5.09

Estou levemente apagado.

Daniel estava me preparando para explicar o que houve, quando li sua pergunta. Daí decidi que nessa vou acabar fazendo um post voltado a algumas perguntas que podem surgir e aos comentários feitos.
Este ultimo mês as coisas estavam caindo numa monotonia cômoda e alguns fatores internos e externos fizeram com que tive-se que dar uma atenção maior para campos onde não estava olhando antes, neste meio tempo tive que resolver um pouquinho cada campo da vida, profissional, físico, familiar e pessoal. Então meus pensamentos se voltaram a outros lados não deixando lacunas de tempo para focar o lado criativo literário, sabe eu preferi resolver estes pontos que nescessitavam de pequenas mudanças e outros que tive que resolver porque infelizmente apareceram, por exemplo, minha pequena filha teve uma gripe um pouco mais forte tendo febre alta e uma tosse pesada, bom nestes dias eu acabei não dormindo, cuidando e velando o sono da pequena (sou meio assim com as pessoas que gosto, me dou a elas por inteiro quando precisam, principalmente esta pequena hehe.).
Obviamente sem dormir e trabalhando no horário comercial a mente não estava alinhada para escrever, ela melhorou depois de 7 dias, e a mudança do local onde ela fica enquanto eu e minha esposa trabalhamos teve que mudar no principio da gripe dela.
Mas a gripinha passou e adivinha a influenza da Lei de Murphy? Sim acabei gripado!
Nada que impedi-se que fosse a virada cultural e fazer uma pesquisa de campo para o conto “Madrugada e meia” o qual devido ao teu elogio meu caro, espero que continue me superando.
Aproveitando a menção ao conto “Madrugada e meia”( parte 1, parte 2, parte 3 ), Valeria minha amiga é um conto que retrata uma realidade, mas não é uma história real, que tenha acontecido comigo ou alguém que eu conheça.
Juntei um pouco do que vivi nas noites paulistanas e Brasil afora, com a imaginação de como poderia ser na visão de um personagem criado, nessas apareceu naturalmente outros personagens, e se alguém que eu conheça se identificar, pode ser que exista referência mas nada claro.
Eu lia quando crianças uma revista Chamada Chiclete com Banana, que retratava muito uma cidade suja, violenta e com valores exagerados, em quadrinhos e tiras que juntava nos anos 80 uma geração de cartunistas fantásticos, as feras são: Angeli, Glauco, Laerte e Luiz Ge.
E o cenário que eles retratam é a alma do conto, tem mais por ai, mas imagine que ainda a madrugada não terminou para alguns personagens e para o ultimo relatado nem chegou a começar, a morte dele é o fator gerador da situação inicial e o X da questão esta nas mãos da peça que falta.


Vamos ao exorcismo praticado pela seita de Pensadores Urbanos.


A religião o ópio do povo, aquela que faz o homem mover montanhas, marés, vidas, as suas próprias e a dos outros. Desde o ser humano começou a se organizar em sociedade e talvez até antes, imaginemos ao que foi atribuído o fogo, quando o homem começou a manipular o elemento. Mas quando o ser humano esta em sociedade, as crenças, a fé é poder político e organizacional, com influência direta na vida das pessoas.
Temos muitas espalhadas pelo mundo, todas com tuas características e todas influentes a individualidade de cada um pertencente a sua corrente.
Aqui no Brasil temos uma influência grande do catolicismo, mas temos também contato forte com as religiões africanas, algumas adaptadas e completamente brasileira, temos contato com religiões orientais, mediterrâneas e européias, claro que temos também as indígenas que seriam as religiões nativas do nosso Brasil e America Latina.
Religião não se discute, se conversa sobre, mesmo porque discussão um lado perde, e na conversa os dois ganham.
Como disse sobre a harmonia que a senhora cantava, com suas musicas em meio ao caos urbano, mostrou-me em atos que todos precisamos acreditar em algo, seja ele qual for e entrarmos em harmonia com todos os outros, mesmo acreditando no que decidimos a acreditar.

Meus caros amigos obrigado pela preocupação e por virem aqui ler as “besteiras” que escrevo, sou um chato critico pra c***te com o que postarei aqui então as vezes exagero nisso, mas espero que tenham gostado do que escrevo.
Um grande beijo a todas as meninas
Aos meus amigos um abraço
Atila City

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6.5.09

Cultuar e hamonizar_Poltergeist e o caos

Em Busca de Inspiração

Até que enfim vivênciar uma situação interessante pelo centro, algo que não circule apenas em violência, drogas, crimes e outros episódios cotidianos, como de costume fui jogar água nas plantas daqui do lugar onde trabalho, abri as janelas, deixei o vento frio entrar, o cheiro de lugar fechado foi saindo e uma onda sonora mescla-se ao som de Led Zeppeling que tocava naquele momento na radio, então do alto do prédio vizinho, uma senhora que aparentemente estava arrumando a casa cantando.
Não consegui identificar na hora o que, ou a letra, mas sim a voz da senhora afinada com carros, motos, ônibus e ambulâncias.
Aos poucos o canto da senhorinha foi ficando mais claro, era uma oração católica mas não saberia definir a letra, falava de nossa senhora, depois ela imendou com outra para outro santo.
Acho interessante pois realmente ficou afinado ao barulho costumeiro dos centro da cidade, principalmente falando do centro de São Paulo. Não somente pela fé que ela segue mas pela harmonia com o caos sonoro, suas letras seguiam uma poesia que me fez lembrar muito das velhinhas de algumas cidades do nordeste que fazem caminhadas ao som de orações da tradição católica (típico de cidades do interior) para provar sua fé a determinado santo.
Eu não sigo o catolicismo, muito menos fui batizado em religião nenhuma, mas sempre gostei de conhecer e conversar sobre religião, gosto das religiões do mundo também, mas tenho cá, minhas afinidades pela Mitologia Grega, mas estudo de tudo um pouco.
E em todas as religiões que tive contato existe a característica de cultuar, da sensação da liberdade que nos dá cultuar algo né? Mesmo que este algo seja aquela figurinha que guardamos na lembrança, nisso bate aquele pensamento “nossa como era bom aquele tempo...” e cultuamos por isto nos trazer uma sensação de felicidade, como para a senhora naquele momento.
Acho que como a senhorinha conseguiu afinar-se com o caos da cidade cultuando sua fé, sua crença e suas escolhas, todos nós em pequenas coisas conseguimos entrar em harmonia com tudo, mesmo que lá fora esteja tudo uma bagunça.
E fui regando as plantas, ouvindo o zeppeling mandando ver nos seus solos e a senhora do prédio ao lado exorcizando teus demônios.

Obrigado a todos que chegaram até aqui.

Me diga o que você achou deste episódio? Sinta-se livre para comentar ou opinar sobre o tema.



No Radio: Led Zeppeling Stairway to Heaven da uma conferida na tradução: http://letras.terra.com.br/led-zeppelin/76744/

Um grande Abraço
Atila City
Pensamentos Urbanos

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4.5.09

Madrugada e meia V3

Minha mãe era um pouco estranha, de tempos em tempos se trancava em teu quarto, passava dias sem olhar para luz do sol ou a cara das pessoas, nem Mesmo a minha e a do meu irmão mais novo.
A única ordem expressa da mamãe era que não poderíamos sair de casa, era somente na hora de ir e voltar da escola que víamos a cara da rua, até que começou a beber, as vezes um minuto fora da hora valia algumas palmadas e gritos, nós nunca sabíamos ao certo quando ela estava em casa, não adiantava bater na porta do quarto. Nós por isso acabávamos presos dentro de casa o dia inteiro assistindo televisão, brincando em silêncio para não incomodar ela por que isso também rendia gritos e pancadas.
Um belo certo dia ao voltar da escola encontramos a porta trancada, chamamos por horas e nada da minha mãe sair, o Guto era novo de mais e estava com fome, por sorte roubará da carteira de minha mãe alguns trocados, era para comprar figurinha mas decidi salvar meu pequeno irmão da fome, mas nem quando voltamos a porta se abriu e foi assim por longos 4 dias, então os policiais chamados pelos vizinhos arrombaram a porta e nossa mãe estava morta, ela tomou por acidente soda cáustica e não conseguiu chamar por socorro.
Então minha infância foi em abrigos para bastardos, no primeiro que entrei com o Guto, por ser muito novo ele chorava e isso acabou incomodando alguns dos meninos, sabe aqueles que querem bater em todo mundo? Mas na primeira vez eu deixei, na segunda eles mexeram com o Guto e comigo e na terceira eu dei meu primeiro soco, mas também tomei meu primeiro soco na cara, aquilo me rendeu o nariz e o jorro de sangue acabou por chamar atenção dos monitores que nos castigaram todos, por causa desse episódio me tornei um garoto popular entre as outras crianças e por isso conheci o Jhonny, o nome dele é João Otávio Pinto e na adolescência adotou o apelido de Jhonny .Fizemos uma amizade que durou apenas alguns meses, pois fomos expulsos graça as artes que aprontávamos os três.
Guto era o mais novo e tinha muito medo das coisas, Jhonny sempre foi desencanado com tudo e eu o agitador mirim, gostava de tudo que dava prazer, desde menino fui assanhado o que me rendeu a expulsão deste orfanato separando para sempre aquele trio.
Os anos foram passando até que fomos adotados eu devia ter meus 16 anos e tinha uma predisposição imensa a vida noturna e na primeira oportunidade de sair para a noitada conheci uma garota que me deu meu primeiro disco do Sex Pistols o nome dela era Jéssica e como era linda aquela menina, desde dia em diante não dormia a noite em casa passava 3,4 dias fora e raramente não chegava embriagado, Guto que era mais tímido adorava houvir minhas aventuras.
Por causa do seu aniversário o levei comigo a uma festa que acabou em uma tremenda briga, garrafas voando e eu para variar caindo de bêbado, a briga veio para cima de mim e do Guto e infelizmente o Guto tomou uma garrafada na cabeça e acabamos indo parar no hospital ele com traumatismo craniano e eu em coma alcoólico.
Quando acordei e vi o saco de glicose pendurado, escutei um casal conversando sobre uma festa que realmente havia sido boa, olhei para o lado e a garota que estava em pé era a Jéssica e inacreditavelmente o cara deixado ali, também tomando glicose era o Jhonny. Fui quase caindo e me aproximei, mas ao chegar perto tropecei em uma cama que havia no caminho e cai de boca no chão, bem nos pés daquela garota, obviamente ambos gargalhavam enquanto a Jéssica me ajudava a se levantar.
Nós conversamos bastante, até que em um determinado momento um médico entrou e me falou que meu irmão ainda estava em coma. Ele precisava do telefone de nossos pais, então um choque de realidade bateu em mim e em meio ao desespero pela culpa de ter causado mal ao meu irmão e o peso que me causava dei-lhes o telefone da residência de nossos pais adotivos.
Guto passou alguns dias em coma e quando acordou não se lembrava de nada que tinha acontecido antes, não lembrava até que eu era seu irmão!
Resolvi aquele era o momento de largar tudo e seguir minha vida, fugi de casa e acabei vivendo pelos bares, pelos cantos, entre ruas daquela cidade, então no meio de uma das minhas andanças pelo centro da cidade encontro novamente o Jhonny ele estava bebendo algumas cervejas e me chamou para beber algumas doses, depois de um tempo fomos morar em uma colônia instalada em um prédio abandonado, ele se tornará viciado em drogas e também estava sem residência e juntos como irmãos, vivemos durante dois anos.
Todos os dias furtando mercados e bebendo até cair, até que em um show de uma banda que cantava Sex Pilstols eu reencontro Jéssica, ela era conhecida agora por Viúva Negra, nisso me contou que casou com um velho e na lua de mel o velho morreu na cama de ataque cardíaco e por isso era chamada assim.
Começamos a morar vuntos e ela me ensinou tudo sobre as noites da cidade, viviamos no undergrond e acabamos nos tornando um casal bem feliz, apesar das brigas, que chegavam a troca de socos e pontapés, ela batia mais forte e eu sempre estava bêbado e com isso fomos vivendo.
Até que um dia em um barzinho na Zona Norte após ter vomitado até as tripas começamos a discutir feio, chegamos a agressão física e aquilo me fez querer embora, ela me seguiu aos berros por um longo caminho até que parei.
Num impulso descontrolado puxei da cintura uma faca que carregava comigo para casos de emergência, eu estava muito bêbado e estimulado pela cocaína não tinha noção das coisas que estavam acontecendo.
Ela me desarmou e me deu uma facada na face sem querer e neste momento como por ironia do destino, após ela fugir acabei sendo salvo pelo Guto e sua turma, mas depois do acidente se tornou uma pessoa muito diferente, ele estava mais violento, havia formado uma gang e saia pelas ruas entre confusões e arruaças, eu não sabia quantas seqüelas havia deixado aquele epsódio.
Ele não me conhecia mais, devido a sua perda de memória e ao esticar a mão e perguntar se estava tudo bem eu o reconheci e desmaiei, ao acordar eles estavam me carregando para um pronto socorro, e o Guto virou-se para mim e disse:
- Pô, cara você perdeu bastante sangue, sua sorte que te encontramos hein!
Eu só fiz um sinal com a cabeça e tentei me erguer sozinho, eles haviam improvisado uma atadura para meu rosto com uma camiseta, deixando apenas uma parte da boca de fora e os olhos. Eu me recompus rápido e segui com eles até o pronto socorro, no caminho cheguei ao meu irmão e falei:
- Você é o Guto? Filho do seu José e da dona Gumercinda?
- Sou cara, mas para você conhecer meus pais deve ser policial ou inimigo.
Ele puxou uma buterfly a rodopiando entre os dedos, jogou ela pra cima e quando a pegou aberta e com a ponta já bem próxima do meu pescoço e disse depois de uma gargalhada:
- Meu Irmão, vai falando antes que não tenha mais língua, já ouviu falar em gravata colombiana?
- Espera, calma sou teu irmão, não se lembra? Aquele acidente foi culpa minha ou é mentira que deve um traumatismo craniano e passou um tempo no hospital?
- Eu sou filho único e você já sabe de mais da minha vida, vai começando a rezar! Galera vamos primeiro dar um pau neste aqui e depois desovamos ele em algum canto.
Foi neste momento que levantei-me com uma coragem que não sei de onde veio e olhei no fundo dos teus olhos e contei-lhe de como nossa mãe tinha morrido.
Os olhos dele encheram de lágrimas e num surto psicótico ele mandou que todos se afastassem, me deu um abraço e disse:
- Essa é a única coisa do meu passado que lembro, vou acreditar que é meu irmão, mas se mentir para mim, não será só o seu rosto que ficara marcado a faca, não me lembro de ter irmão, mas meus pais sempre me contaram do acidente e ninguém conhece esta história.
Chegando no hospital depois de costurar minha face a enfermeira disse que os rapazes que chegaram comigo deixaram um pedaço de papel e pediram para me entregar.
Estava escrito:


Se o que me disse é verdade, te defendo com minha vida, se o que diz for
mentira, tua vida e de todos os seus serão castigadas!Enquanto isso não nos
procure, deixe que nós te encontramos.


Marginais Sociopatas
A mais temida!

Ao sair do hospital encontrei a Jéssica, em prantos com uma saudade que nunca havia visto nela, e fomos para a casa que estávamos ocupando.
Naquela semana eu acabei morto, mas havia e marcado a vida de todos os que foram importantes para mim.

PS: O Conto ainda terá mais um capitulo, aguardem.

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