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Cursos on line

15.4.09

Tudo atrasado


Depois da semana passada, onde um boicote da telefônica na Internet paulistana conseguiu deixar-me 3 dias ocioso, fazendo off line todo o serviço que deveria fazer on line, sem conseguir ler meus emails, sem conseguir responder aos comentários e infelizmente sem conseguir ler as noticias que acompanho todos os dias.
Por consequência o começo desta semana também acabou sendo curto em questão de tempo, mas hoje pretendo me redimir pelo atraso nos post´s.

Queria contar um causo, um conto que irei chama-lo de " Uma madrugada e meia"

A noite estava pra começar e eu na minha empolgação adolescente resolvi que iria sair para beber com amigos, num barzinho que tinha no Bairro de Santana o que não era tão longe da minha casa. Me preparei colocando meu melhor jeans, minha jaqueta de couro e meu coturno brilhante de tão engraxado, me sentia super arrumado, iria arrasar naquela noite.
O caminho até o bar foi tranquilo, e lá chegando encontrei com meus saudosos amigos, bêbados inconcertáveis que veneravam as garrafas e latinhas de cerveja empilhadas na mureta, havia também duas garotas lindas jogando snooker e enquanto aguardava a chegada da minha cerveja, acendi um cigarro e observava hipnotizado aquelas duas maravilhas que jogavam sinuosamente como serpentes prontas para dar o bote, eu nunca havia percebido a sensualidade daquele jogo , Chegando minha cerveja, a derramo no copo suavemente, deixando um dedo de colarinho e então elevo o copo para degustar meu primeiro gole quando um estampido ensurdecedor interrompe meu pequeno ritual, olhei assustado para a rua, na direção do barulho e vejo um grupo de pessoas chegando, algumas armadas com pedaços de pau outras com rojões, todos rindo e falando alto, fizeram aquilo para chamar atenção como quem diz: Olhe só! chegamos!


Nem dei bola, virei-me novamente para tomar meu precioso néctar gélido e amargo, nisso reparei que as duas moças que jogavam tão eróticamente haviam parado para olhar o grupo escandaloso que tinha acabado de chegar, elas murmuravam baixinho e olhavam para o grupo como quem escolhe a próxima vitima.
Os meus amigos na mesa comentaram que o grupo que chegou não era daquelas bandas e que era muito esquisito chegarem fazendo tanto alarde, até que um cara conhecido por amarelo (devido a uma hepatite ele tinha os olhos e a pele em tons amarelos) se virou pra mim e perguntou se eu conhecia.
Claro que nem havia reparado nos caras, havia uma cerveja gelada e duas mulheres lindas na minha frente, mas como a entrada deles havia quebrado a harmonia do local virei-me novamente para vê-los mais uma vez, numa primeira instância nenhum conhecido, até que no meio deles, um cara magrinho, de cabelo laranja veio em minha direção, me comprimentou e falou coisas como se me conhece-se a muitos anos, mas eu não o reconheci, mas o convidei para sentar-se e tomar uma gelada comigo.
Aquilo me intrigou, pois jurava não conhecer aquele sujeito e ele contou sobre lugares que realmente eu estive, em situações que eu havia vivido, mas que não lembrava daquela figura.
-Desce uma caixa de cerveja garçom, eu banco essa rodada. - disse aquele magrelo, que começou realmente a ficar mais familiar.
Doses vem, doses vai e ele contando sobre diversas coisas, de lugares e coisas que ele jurava que estava junto, como da vez em que fiquei muito bêbado e dormi em cima de uma cama e acordei em baixo dela, de outra vez em que sai com a filha de um policial e o cara começou a me perseguir pelas ruas, dizendo que me mataria ou cortaria meus testículos se encosta-se na sua maculada filha. O engraçado que tais situações eram verdade, eu as tinha vivido! Mas eu sempre estava bêbado ou drogado demais para lembrar de todos que vivenciaram aquilo comigo.
Até que em determinado momento, as duas garotas que ainda continuavam o jogo de snooker se aproximaram da mesa onde eu estava sentado, conversando com aquela coisa de cabelo laranja, uma delas iria fazer uma jogada e precisava que nós (eu e aquele cara) fossemos um pouco para trás, claro que com um pedido quase orgástico seria impossível não nos afasta-se-mos. E nesta hora quase que instantaneamente os dois fixaram o olhar no quadril da jogadora, que abaixava-se lenta e suavemente, deixando a bunda extremamente notável, claro que os dois precisaram de um babador com extra absorção, tamanha era a beleza daquele corpo. Terminada a jogada os dois quase como zumbis enfeitiçados, nisso veio uma luz na memória, aquele cara ao meu lado era um dos gangsters mais temidos da cidade, era conhecido pela sua habilidade em manipular facas, mas o que ele queria comigo? Eu conhecia uns caras da gang dele, mas era coisa de tomar umas e nada mais, será que eu teria feito algo que ele desaprova-se? Se for isso esse cara vai querer me furar com suas facas afiadas. Então inesperadamente o grupo que o acompanha aproximou-se e como urubus enfileiraram-se em nossas costas, ele virou-se dando um sinal com o rosto para um deles, que de prontidão foi até a moça que fez aquela sinuosa jogada, a segurando com força pelo braço, deitando-a sobre a mesa. Outros dois caras do grupo foram ajudar a segurar aquela menina, que aos berros se contorcia, tentando escapar da violência que foi empregada.
Num súbito instante me lembrei da época em que lutei boxe e quando voltei a mim estava com uma garrafa na mão, bem no momento em que ela se chocava na cabeça do primeiro cara se aproximou da menina, olhei em minha volta rápido e todos com cara de espanto, quase que não se moviam, até que levo um soco na cara de um dos outros dois, o sangue subiu naquele momento e assim que o braço desferido em direção ao meu rosto retornava para junto do corpo comecei a desferir socos, para todos os lados, mas havia esquecido que estava com uma garrafa quebrada não mão, o que rendeu ao agressor um corte fundo no abdomem.
Os meus amigos não acreditaram no que eu tinha acabado de fazer, havia enfrentado a gang mais temida da cidade por causa de uma mulher que eu nem conhecia e por acharem a causa justa se juntaram a mim causando o caos naquele até então calmo boteco.
Depois de muitas cadeiras voadoras, garrafas quebradas e sangue escorrido tudo se acalmou ao barulho das sirenes policiais, tudo foi muito rápido, eu ainda estava perdido com o soco que havia tomado que nem percebi que a maioria das pessoas haviam corrido saindo daquele lugar, e eu e a garota ainda estática em cima da mesa permanecemos ali enquanto o silêncio lentamente invadia o ambiente, ela olhava incessantemente nos meus olhos como se nada mais existi-se, o seus olhos cheios de lágrimas, borravam a maquiagem, sua expressão de desespero e sua roupa suja do sangue de teus agressores me tiraram do transe e novamente o barulho da sirene invade meus ouvidos, viro-me para trás e um policial enorme com seu cacetéte me atropelam, deixando-me inconciênte.


Quando acordei, estava dentro do camburão, junto com aquela moça, ela acudiu-me, colocando minha cabeça entre suas pernas e acarinhando-me com as mãos. Até que a viatura parou, e as portas se abriram, o policial que trombará em mim foi o primeiro que avistei, ele me tirou do carro com força, puxando-me para fora, depois a menina que da mesma forma bruta foi arrancada do camburão.
Eles nos levaram para uma delegacia e nos deixaram dentro de uma cela, onde não havia mais ninguém e até aquele momento nenhuma palavra foi dita, nem por mim e nem pela menina, até que perguntei o que havia acontecido, porque fomos parar naquela situação e ela serenamente disse que quando eu quebrei a garrafa na cabeça do cara, o rapaz que estava do meu lado, sentado tomando cerveja comigo levantou-se e puxou uma faca, e iria acertar-me pelas costas, mas ao ter sido acertado na cara e começar a lançar socos para todos os lados eu acabei acertando ele, que por sua vez havia deixado a faca cair e no meio da confusão ela havia esfaqueado um dos comparsas dele, nisso a policia chegou, e todos fugiram ficando apenas nós dois, sendo que estamos sendo indiciados como homicidas.
Eu não matei ninguém, foi você que matou o cara - eu disse entrando em desespero.
Infelizmente o cara que você acertou na cabeça com a garrafa que foi o falecido - ela disse gritando, enquanto segurava firmemente o meu rosto.
Naquele instante reparei mais uma vez como era linda aquela menina, mas estava nervoso e confuso com a situação, sua mão macia e grudenta devido ao sangue não me deixava olhar para nada mais, e mais uma vez quando dou por mim um beijo ardente estava rolando, já não pensava em mais nada, minhas mãos que a pouco estavam tremulas passeavam por aquele corpo que no bar eu tanto admirei, suas coxas, sua barriga e quando estava prestes a tirar a blusa daquela ardente garota um policial chega dizendo que estávamos livres.
Saímos daquela delegacia, agarrados como se fossemos dois amantes de longa data e não fazíamos ideia de para onde iríamos, queríamos acabar com o pesadelo que havia sido aquela noite, deliciando-nos um com o outro.
A noite ainda não havia terminado, mas poderia acabar num motel, ou na minha cama, mas não foi isso que aconteceu, enquanto nos dirigíamos a um local apropriado para continuarmos aquele tão gostoso beijo encontramos novamente aquele cara com o cabelo laranja, mas dessa vez ele estava acompanhado de um grupo ainda maior, ainda mais armado eles estavam esperando agente sair da delegacia, mas porque raios aquele cara me perseguia a noite toda?

O cara veio em minha direção deixando o grupo dele afastado alguns metros, olhou-me dos pés a cabeça e exclamou em tom de ironia:
- Até que não esta tão machucado, acho que deveria entender o que significa mexer com meus amigos, tudo tem um preço meu amigo...e eu cobro adiantado!
- Meu caro, olhe a sua volta, não tem chance de escapar e se você queria esta garota, poderia ter me avisado, eu pegava a outra! - neste momento ele puxou uma buterfly (faca de pequeno porte que da para fazer acrobacias como na imagem ao lado).

A minha cabeça mais uma vez voltou-se a época do boxe, mas dessa vez em especial de uma luta , minha ultima luta, eu estava ganhando, mas acabei perdendo por nocaute, a sensação de cair no chão, de perder...
Eu então soltei a mão da garota, olhei no fundo dos olhos do alaranjado rapaz e falei que a luta seria apenas eu e ele, e o ganhador ficaria com a garota!
Justo seria, se não fosse a pequena borboleta prateada em suas mãos...

O conto continua...

2 Comentários:

Pelirroja disse...

Uau! Isso aconteceu de verdade? Fiquei imaginando cada detalhe. Muito bom.

Ei, mas não gostei da parte do alaranjado. Então eu sou alaranjada? Haha. E o meu namorado tb?


Ah, o texto eu posso mandar até quando?

=*

Flor disse...

Caramba adoreiii,tow te linkando.beijos

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