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26.3.09

Moradores de Rua e o que deve ser feito

"Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade" Constituição Federal Brasileira

Hoje pela manha passando a mão na minha revista mensal o "Boletim Viva o Centro" me deparei com uma matéria cujo o titulo é "Aumenta população em situação de rua em toda cidade. Centro é afetado"
Que debate sobre um tema delicado e paradoxo nos dias atuais, sabendo que a população sem teto chega a aproximadamente 19 mil habitantes, usando espaços públicos como lar, usando calçadas cobertas com jornal ou papelão como colchão, revirando lixo oras para comer, oras para tirar o sustendo de suas famílias, em sua maioria são homens, mas também encontramos mulheres e crianças, em faróis e esquinas pedindo dinheiro, bebendo, usando drogas ou até mesmo perambulando pelas ruas. Muitos com problemas de saúde física e mental ficam a merçe de uma sociedade inteira esperando para que possam ser tratados de forma decente, lutando todos os dias pela sobrevivência num anunciado caos que a cidade tem se tornado.
O problema é tão grave que chega a ser calamitoso, pois dentre moradores de rua podemos encontrar pessoas diplomadas como também pessoas que não sabem escrever o próprio nome, e a cada dia aumenta ainda mais população, seja por despejo, seja porque depois de anos preso não conseguiu emprego e não tem família na cidade, muito menos dinheiro para voltar a sua terra, tem casos até de pessoas que viciadas em jogos, drogas ou álcool que acabam por perder tudo!
Mas o que nós podemos fazer? Jogar a bola para os Governantes?
Em partes é muito cômodo jogar todos os problemas urbanos para governantes, em partes temos nossa parcela de culpa, pois somos todos parte de uma mesma sociedade e sendo células ativas temos o dever de ao menos sugestionar possíveis soluções.
No vale do Anhangabaú, nos lagos do Paissandu e São Francisco, na Praça da Sé, ao longo da Avenida São João, é impossível caminhar sem se deparar com moradores de rua. A maioria são homens. Enrolam-se em cobertores e se acomodam em camas improvisadas sobre papelões e jornais em baixo de marquises. Conversam, pedem esmolas, alcoolizam-se drogam-se ou simplesmente caminham de um lado para o outro.
fonte: Boletim Viva o Centro - pg 08 março/2009
O mais complicado dessa história de dois lados é que, se por um lado existe esta população carente de ajuda em todos os sentidos, existe o incomodo causado pela presença deles. É pertinente dos comerciantes anunciarem que a presença de um morador de rua afasta sua clientela, e comum de moradores da região queixando-se do cheiro das fezes deixadas pelas ruas pelos moradores de rua, em alguns casos reclamam até de eles cometerem atos obscenos como sexo ao ar livre, roubos e por sentirem-se acuados com as insistentes frases " me da um trocado? da um dinheiro aí" etc... Claro que tais situações são constrangedoras, muitas vezes chatas de serem vivenciadas, porém, é uma realidade pertinente a nossa, não há como fecharmos os olhos e eles desaparecerem, não existe também uma formula mágica onde surgirão casas para todos eles, mas a Organização Viva o Centro e agora o Pensamentos Urbanos estão abrindo as fronteiras e barreiras para que possa opinar sobre o assunto, afinal, acreditamos que as soluções podem ser atingidas com a participação de todos, inclusive você!
Em reuniões de participantes das Ações Locais é comum ouvir-se frases como: "Não tem sentido uma comunidade ser refém de mendigos, e, ao mesmo tempo ser taxada de preconceituosa porque reclama da situação"
fonte: Boletim Viva o Centro - pg 08 março/2009
De fato não é justo para ninguém, nem para o morador de rua que fica a margem da violência e alterações de tempo, sem direito a conforto, saúde, higiene, educação e oportunidades iguais como nos garante a constituição e muito menos para todo o resto da sociedade que infelizmente acaba sendo coagida pela situação.
Vamos então todos nós mudar pelo menos um pouco isso tudo, sim nós podemos, debatendo, trazendo a toda o problema e enfim medicar essa ferida em nossa sociedade, no ego urbano de todo cidadão que tem consigo sentimentos humanos e sociais, levando em conta que dentre moradores de rua existem pessoas que só precisam de uma oportunidade e outras de tratamento médico e psicológico!
Vamos lá deixe seu comentário sobre o que pensa a respeito, com a ressalva que o espaço esta aberto a sugestões, debates e opiniões.


E quem quiser conhecer mais um pouco da Organização Viva o Centro entre no site:


7 Comentários:

Francisco Castro disse...

Olá!

Esse tema é bastante interessante e intrigante. As pricipais medidas que as autoridades deveriam fazer com os moradores de seriam: inserí-los novamente na sociedade, dar educação (tanto formal em colégio como conselhos e acompanhamento pscológico), prepará-los para o trabalhar, dar-lhes moradias, ensinar-lhes uma profissão mais rentável e o principal: dar estímulo para viver, viver em sociedade. Transformá-los em homens de mulheres de verdade.

Abraços

Francisco Castro

Pelirroja disse...

Aqui em Brasília este é um problema que percebo que cada dia aumenta mais. Em quase toda quadra se encontra pedintes de todas as idades, desde crianças, jovens a senhores idosas. Estas se mostram algumas vezes com a saúde frágil e sem esperança... Outra vez estava no ônibus e entrou um pedinte, mas este era uma figura. Muito falante e prolixo. Depois que ele conseguiu dinheiro das pessoas, ele disse: "e agora que já deram o dinheiro, não vão falar pra eu não beber. Já me deram, já era. O dinheiro é meu e faço o que quero."

No momento eu achei graça do que ele disse, mas estas pessoas (pedintes, catadores de lixo etc) não são vistas como cidadãos e sim como sobras da sociedade. Triste.

Beijos! ;)

menteinquietaprocuraresposta disse...

Muito triste essa situação, mas acho pouco difícil que mude alguma coisa, pois esse é um povo que não têm voto (pelo menos é assim que pensa nossos políticos).
:\

Bjs
Questionadora

*Passa lá no blog que têm Selo pra você!

Pensamentos disse...

Obrigado Francisco pelo comentário, claro que teriam que fazer tudo isso e até mais um pouco enfim re-socializar uma pessoa e dar chançes dela competir com todos de forma iguál seria perfeito.
Peli, uma vez um rapaz veio me pedir dinheiro para comprar comida ai falei brincando com ele: Mano, eu só tom com uma "Intera", para comprar uma garrafa de vodka, ele nem pensou duas vezes: quanto você precisa?
sacou..rs
Carol, minha questionadora, pode até pensar que sou um sonhador, mas acredito que estamos históricamente no momento exato para o povo Brasileiro acordar com relação aos nossos politicos e sobre que temos força para lutar, sem usar a violência.. mas isso depende do Brasileiro como um todo, um povo unido. Bom dizem que a esperança é a ultima que morre.rs

biracaputo disse...

É preciso começar perguntando aos moradores de rua o que deveria ser melhorado nos albergues. Não entendo por que a prefeitura ainda não estabeleceu uma parceria com essas pessoas para, juntos, estabelecer as políticas públicas adequadas.

Atila disse...

Bira meu caro amigo, primeiramente obrigado pelo comentário.
Segundo o meu entendimento a prefeitua ja tem um sistema de captação de idéias, porém, sabe como é nosso Brasil né. Uma idéia para ser levantada em debate, tem que primeiro sair na grande midia e esta é a intensão do Pensamentos Urbanos numa primeira instância, gerar idéias e debate-las.
Concordo plenamente que os moradores de rua tem que ser escutados e afinal quem melhor que eles para saber o que precisa melhorar em um albergue, tenho algumas noções, bem limitadas, já que minhas experiências pessoais em albergues da prefeitura se limitaram em apenas algumas noites, mas segurança é um dos fatores mais relevantes, aqui em São Paulo temos alguns albergues bem precários e com regras rigidas (plausivel, pois sem estas regras viraria bagunça). Eu tive a experiência também de passar um tempo em um albergue publico em Curitiba e como neste passei o equivalente a um mês, posso dar uma idéia mais ampla.
A rotina era simples, não poderia entrar depois das 10 da noite, o banho só era quente no inverno, mas serviam café da manha, almoço e jantar, sendo que não era permitido a permanencia durante o dia, existia um mural de oportunidades de emprego na entrada e os pertences só poderiam ser guardados durante a noite, enquanto você estive-se nas instalações. Foi uma experiência agradavel.
Obrigado pela sua participação.

Erika disse...

Sou uma menina de dezessete anos, ingênua, confesso, mas pergunto-me se erros ortográficos são tão problemáticos quando temos um quadro de pobreza e miséria em que muitos não conseguem nem pensar. O que mais me dói é ver que estes moradores de rua não possuem sequer o direito de sonhar. De fato, vivem drogados e sob o efeito do álcool, e pode ter sido a opção de cada um, mas não seria vergonhoso demais voltar para casa e reconhecer a fraqueza? As drogas servem para tirá-los desta realidade, realidade em que não há motivos para viver. Admiro-os por não se matarem, viver sem uma paixão ou sem nenhuma razão deve ser extremamente difícil e doloroso.
Empurrar este problema para o Governo é uma babaquice, perdoe-me o termo, mas se esperarmos atitudes alheias para fazermos algo nunca faremos nada. Criticar, todos criticam. Dizer que o Brasil é um país disso e daquilo qualquer um diz. Mas o o "lance" é reconhecer o erro e tentar acertar. Atitudes pequenas. Uma doação, uma conversa, um grupo de amigos que resolvam ir e ajudar o próximo, consegue entender? O amor é contagiante, o ser humano é um ser capaz de amar. Uma pessoa, um grupo que se levanta para fazer o bem, atinge aqueles que estão acomodados e que podem também ajudar no seu município, na sua cidade. E depois vem os projetos grandes. Criação de uma ONG em que possa acolhê-los, oferecer educação, amor, mostrar sentido para viver. Claro que é difícil, mas não é impossível! Basta nos darmos um pouco.

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