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30.3.09

Lembranças do que

Convido a todos ao meu funeral, convido a todos para as minhas memórias póstumas!
Eu morri quase que derrepente, nem senti quando a bala atravessou mina garganta e que maldita pontaria do meu mau-feitor, que matou-me sem ao menos dizer o porque!
Esta vida que deixei para trás era um misto frenético de prazer e dor embalados com uma névoa cinza.
Muito novo fui obrigado por meus pais a trabalhar, eu tinha um dom incrível em convencer as pessoas a pagarem por sapatos engraxados, por entregas de revistas e jornal e por compras embaladas, claro que não ganhava rios de dinheiro, mas conseguíamos comprar o arroz e feijão do dia a dia.
Na adolescência o sexo era o esporte predileto, tanto que nesta época a descoberta maior era com quantas pessoas que eu conseguia me envolver ao mesmo tempo, tanto prazer e nada de responsabilidade, que saudade de tantas bagunças, além disso gostava muito de brigar, e nisso eu realmente era bom, brigava pelos bares da cidade, quebrava garrafas, narizes e gostava de ver o sangue de minhas vitimas, fui crescendo e me envolvendo em mais brigas, mais sexo e conheci as drogas, primeiro era cocaína, depois fui descobrindo os prazeres dos barbitúricos, e frivulando por alucinações descobri um amor eterno, uma linda garota chamada Ana, seus cabelos pretos, seu olhar penetrante e aquele corpo feito para o pecado, como eu gostava daquelas curvas.
Acabei me casando com ela, anos mais tarde, após as brigas e reconciliações encontrávamos os dois velhos separando-se. E aquilo para mim parecia a própria morte que agora se fez presente, por motivos da separação voltei com minhas paixões adolescentes, e em uma primeira briga um homem de meia idade, cabelo curto e com um dos olhos cegos, me acertou uma facada, em cheio cortou de ponta a ponta meu rosto, deixando marcado o rosto.
Algumas semanas depois de os pontos caírem, voltei a encontrar aquele homem, mas dessa vez minha sede de vingança e o ódio era o carro chefe de meus passos, e culpei-o por tudo de errado em minha vida, ele se encontrava de costas, conversando com amigos e rindo muito. só lembro que antes de cegar-me consumido pelas imagens de Ana me deixando, passei de mão em uma das garrafas de cerveja em cima de uma mesa e quebrei em sua cabeça. No dia seguinte a este fato, acordei dentro de uma cela escura, com o corpo todo dolorido, havia algumas pessoas naquele chiqueiro, mas não ousaram falar comigo, até que chegou um policial chamando meu nome e me tirou daquele pulgueiro.
Ana me salvou da prisão, como se fosse uma forma de se desculpar pelo mal que havia me causado quando me abandonará, não tive coragem de agradecer nem ao menos de olhar em seus olhos.
Se soube-se que ao sair daquela delegacia estaria morto, teria dado a ela pelo menos um olhar de despedida, teria ao menos desejado um adeus, diria até que ainda amava aquela infeliz. Mas não havia saídas, já tinha passado!
Um dos amigos daquele homem guardou meu rosto, e não deu chances, acertou-me na garganta, um tiro certo. E enquanto o sangue escorria, os policiais da mesma delegacia que eu passei a noite prenderam o atirador, enquanto Ana gritava feito louca segurando meu corpo quase morto, suas lágrimas caiam sobre a cicatriz de meu rosto me saudavam.
Morri nos braços de minha amada, sem lhe pedir perdão, sem lhe dizer o quanto foi importante, o quanto lhe devia e agora chamo a ti para meu velório, veja aquele que na vida nada fez de bom, que nunca sorriu junto de tua amada, que nunca foi agente da paz e que nunca olhou para o próximo e igual a tantos outros que morrem por ai.

4 Comentários:

exoticlic.com disse...

nussa legal este conto, nas primeiras frases pensei que se tratava de algum tipo de terror fiz um filminho na minha cabeça =D

Pelirroja disse...

Atila, não sabia desse seu lado! Que bela crônica, que ao mesmo tempo é real, é dor, é vida... Gostei muito.

Ah, aposto que Ana sabia que ele o amava.
:)

=*

Daniel disse...

Um lado literário seu bastante interessante! (...) Meus parabéns! Texto bem construído, prende nossa atenção, uma crónica verdadeiramente viceral. Se aquele convite de escrever aqui ainda estiver de pé, estou as ordens. Um abraço.

http://contesta-acao.blogspot.com

Daniel disse...

Olá caro amigo. Mande-me o convite de acesso pelo e-mail:

dankingrr@hotmail.com

Aproveito a oportunidade para convidar vc a participar desse projeto:

http://o-arrotoooo.blogspot.com

É um blog coletivo ao qual faço parte de coordeno. Ficaria muito feliz se aceitasse o convite. Um abraço.

http://contesta-acao.blogspot.com

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