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27.1.09

Sampa City


Bom meus caros todos sabem que neste domingo foi aniversário desta megalópole chamada de Vila São Paulo pelos padres José de Anchieta e Manuel da Nóbrega, que fundaram um colégio Jesuíta em 1554 entre os rios Tamanduateí e Anhanguabaú, e desde então nestes 455 anos a estrela guia desta cidade fez com que ela se torna-se a cidade mais importante do Brasil, sendo considerada uma cidade do mundo. O que chama atenção aqui e sei disso pois sou nascido e criado neste chão é a multiplicidade humana que co-existe por aqui, afinal aqui você pode encontrar um maranhense falando javanês com um italiano com sotaque africano e desta mistura tipicamente brasileira venho em atraso postar e prostrar minha homenagem a Big City.
Tenho um conto de um dia nesta metrópole, que seguirá como uma das homenagens que faremos aqui para São Paulo.
"As ruas movimentadas da rua direita desembestam as pessoas com pressa, todos parecem não ter expressão, muitos olham agitados aos seus relógios de pulso, outros viajam aos sons emitidos pelos fones de ouvido de seus celulares, outros correm rápido, não querem se atrasar, e eu caminho calmo, mas com passos rápidos, talvéz por costume, sigo e vejo a sé, alguns ambulantes gritam repetidamente ÓticaÓticaÓticaÓticaÓticaÓtica.. e em minha cabeça caótica não reparo nem no sinal vermelho, paro no meio da rua, alguns carros buzinam, escuto a frente um evangélico que tenta gritar mais alto que as buzinas, e assim que tem uma brecha entre os carros eu me aproximo, ele fala do Apocalipse, vejo vendedores de ouro, batedores de carteira, meninos de rua, algumas ciganas tentam ler minha mão, não aceitei pois o horário me aperta, estava atrasado, dei mais alguns passos, e lá vem o cara da ótica..ÓticaÓticaÓticaÓtica... os sons se mesclam quase que numa sinfonia frenética, mais algumas buzinas para pedestres distraídos então encaro a catedral da Sé, decido que irei passar ao lado dela, é uma das opções que tenho, chegando perto, prostitutas e mulheres direitas, trabalhadoras em ambos os casos, disputam pequenos espaços no calçadão, policiais observam a loucura que esta naquela manha, alguns cegos tentam desviar de camelôs, pedestres e lixo deixado por ali, vou sentido a Liberdade, penso na ironia que me prende ao relógio, terei que passar pela liberdade para me prender a mais um dia, desço a rua dos estudantes, vejo os "japas" e suas lojas fantásticas, paro na frente de um sushi bar, e sinto uma vontade imensa de parar, mas estava atrasado.
Estou parado na frente do prédio que me encarcerará o dia inteiro, penso no intimo do meu ser, que não gostaria de estar ali, mas reluto e entro, comprimento o porteiro, como de costume, dou sinal do elevador e o porteiro me conta que é domingo. Porra, nesta hora fiquei realmente puto, agradeço a informação com um sorriso desconcertado e saio a rua. O fato de ter esquecido o dia que era, seria uma compulsão ao trabalho? com certeza stress, não sei ao certo, mas segui por outro caminho, pois estava decidido a curtir o meu domingo inesperado, fui em direção ao Pátio do Colégio, quanta história ali se fez, e num impasse de pensamento, pensei em como seria a vida na época em que foi fundado aquele prédio, devia ser uma pequena vila, um quase nada no meio de dois rios, os índios e os padres, logo os bandeirantes, depois uma invasão negra, os senhores dos cafezais, a estação da luz, os italianos, japoneses, turcos e tantos outros, ai veio a migração nordestina, e a cada época passada, ao contrario do um movimento de regresso, apenas mais gente chegando, e cada vez mais gente, vieram então os ricos e suas mansões, veio o desemprego, veio as favelas, veio os carros e vieram também os taxistas e seus sotaques e trejeitos, e nesse emaranhado de pessoas até chegar onde estamos, e neste pensamento que não para, aumenta a cada detalhe que vejo me faz sentir uma certa labirintite e no desenrolar de mina cabeça rodopiante, acordo para a realidade com um grito, que se assemelha a um sino ...ÓticaÓticaÓticaÓtica... sigo pela São Bento, viaduto Santa Ifigênia contemplando o Vale do Anhangabaú, a praça do Correio, encosto brevemente ali no canteiro, então o cara da Ótica parou para me pedir o isqueiro, foi então que decidir voltar para minha casa, enquanto agradecia o cara que fumava seu cigarro e gritava : ÓticaÓticaÓticaÓticaÓticaÓticaÓtica...

1 Comentário:

Narizinho disse...

Curti o conto... mto bom City!

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