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11.12.08

Veríssimo

Viciados 14/04/1999

O presidente se enganou quando disse que o brasileiro tem a obsessão de não trabalhar. O que atrapalha no Brasil é a obsessão que as pessoas têm por trabalhar. Uma decorrência da absurda mania de comer e do vício de sobreviver. Este seria um país muito melhor se mais pessoas se convencessem da impossibilidade de manter o seu vício de viver com o que ganham, e desistissem. Não só resolveriam seus problemas existenciais, não existindo, como nos poupariam do feio espetáculo público da sua degradação moral e física, causada pelo hábito de respirar sem ter os meios para sustentá-lo. Não se pode virar uma esquina no Brasil sem dar com um desses dependentes químicos sem fundos, transformados em trapos humanos. É o vício do oxigênio que os torna obsessivos e impertinentes. São eles os responsáveis pelos índices de criminalidade e miséria, e pelo tamanho das filas para qualquer emprego, que nos envergonham no exterior. Tudo porque simplesmente não tiveram a força de vontade para controlar sua obsessão e largar a vida quando podiam.

Está certo - em todos os casos, o hábito é antigo e hereditário. São filhos de obcecados em respirar que se criaram entre outros obcecados, sofrendo a má influência do meio. Mas todos nós temos a possibilidade da escolha. Há muitos casos inspiradores de pessoas que renunciaram ao oxigênio e pararam de respirar voluntariamente, ou para buscarem um futuro melhor num ambiente eternamente desintoxicado, ou por uma questão elementar de decência e patriotismo. A vida é como a cocaína. Os ricos têm um suprimento constante de vida da melhor qualidade, um barato constante, sem contra-indicações ou culpa. Porque podem comprar, ou são subsidiados. Já os pobres têm que se contentar com a vida em forma de crack inferior, muitas vezes adulterada, um simulacro anti-higiênico e perigoso da vida autêntica. E, mesmo assim, a procura é enorme, e cresce sem parar.

Só a obsessão explica a irracionalidade.

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